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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

O que fazer quando tudo é estranho, está mal ou acaba? Brinca-se, obviamente. A vida é curta demais para levar demasiado a sério.

Incomoda-me o sofrimento alheio.

Embora tenha feito um esforço hercúleo para me tornar extremamente egoísta ao longo dos anos (objectivo cerca de 60% alcançado), os restantes 40% da equação não me deixam ser tão besta insensível quanto se calhar deveria (mas ainda vou a tempo, isto é como o Vinho do Porto, só pode melhorar...).

Embora não tenha grande perfil de psicólogo (odeio casacos de tweed, não tenho consultório e o orçamento não me permite ter uma chaise longue da Chateaux D'Ax), não raras vezes sou o quiosque sentimental onde tanto(a)s amigo(a)s procuram explicações para o inexplicável. Porquê? Porque basicamente as minhas teorias absurdas conseguem fazê-lo(a)s sorrir no meio da desgraça ou rir perante a ruptura anunciada.

Hoje deixo-vos alguns exemplos dos quais me recordo de várias perguntas pertinentes e respostas simplesmente absurdas. Porque o amor tem destas coisas.

 

- Os homens são todos uns idiotas...

- Não podia concordar mais. Olha o meu caso, estou a falar contigo ao telefone às 4 da manhã quando devia estar no meu sétimo sono...

 

- Será pedir demais um homem em condições?

- Não é impossível mas mais depressa encontras um político honesto ou o Fernando Mendes a sofrer de anorexia...

 

- Não entendo as mulheres...

- Deixa lá, elas também não fazem grande questão de compreenderem os homens. A única diferença é que elas já chegaram à conclusão que é tempo perdido.

 

- Sinto-me amarrado nesta relação...

- Ela obrigou-te a ver o 50 Sombras de Grey, não foi?

 

- Ela diz que já não há romantismo na nossa vida. Ainda ontem fomos jantar fora.

- McDonald's não conta como jantar romântico, you cheap bastard...

 

- Achas normal ele ter panca de role play a envolver fantasias de fábulas da Disney?

- Depende. Por favor, diz-me que não é ele que se veste de Branca de Neve...

 

- O sexo é um desastre. Praticamente não há diálogo.

- Isso são más influências de todos aqueles filmes do Manuel de Oliveira que vocês vêem...

 

- Qual é o segredo para lidar com os homens?

- Paciência, álcool, drogas leves e inteligência, todas elas em doses moderadas. Se nada disso resultar, o lesbianismo é sempre uma vertente a considerar...

 

- Não consigo esquecê-la...

- É normal. Passas a vida no perfil de Facebook dela... Sabes, existe agora uma nova tecnologia que ajuda a resolver essas questões de lembrança permanente.

- Qual?

- O botão de Delete...

 

- Quando estamos mal, é o caos. Mas quando estamos bem, ele leva-me ao céu...

- Para teu bem, espero que não seja pela Malasya Airlines...

 

 

 

E é tão bom quando toda a gente tem uma opinião tão férrea sobre aquilo que não faz ideia do que fala...

Algo está muito errado quando se fala tanto sobre a vida de uma pessoa e se acerta tão pouco.

Duas teorias.

Ou é muito barro mandado à parede ou as fontes seguras são muito pouco fidedignas.

Duas conclusões.

Muito barro desperdiçado e muita gente com pouca ocupação laboral na vida. Podem fazer um dois em um e dedicarem-se à olaria. Era mais útil.

 

Keep up the good work...NOT!

Segundo dados recentes, a ASAE apanhou 33 menores a beber álcool desde o início de 2015.

Aparentemente, 10 deles estavam no Largo do Camões estatelados no chão com um pifo de caixão à cova (logo, impossibilitados de fugir), outros 7 estavam de copo cheio na mão e não queriam desperdiçar a bebida (toda a gente sabe que não se deve correr enquanto se bebe), 11 ainda tentaram fugir mas como estavam a ver em triplicado, tentaram escapar pelo gajo do meio (big mistake) e os restantes 5 cambalearam em direcção aos fiscais e pediram um McMenu com Duplo Cheeseburger...mas sem pickle.

Não foi determinado o número de menores que escaparam mas estima-se na ordem dos milhares...todos os fins de semana.

Greece, this wonderful country with no pilim...

Hoje perguntaram-me a minha opinião sobre a saída da Grécia da União Europeia.

 

Seria mau para a Grécia? Sim.

Seria péssimo para a União Europeia? Claro.

Seria horrível para mim que nunca mais conseguiria comer uma Moussaka de jeito em Lisboa? Provavelmente.

Será que a Josileide vai matar o Cléberson na novela das sete da SIC? Who gives a fuck...

Apenas sei que isto tudo já parece um episódio do Kitchen Nightmares do Ramsay. E visto que estamos em greek mode, isto já tresanda a beringela estragada...

Habemus pornografia culinária?

Museu-da-Cerveja-Pastel-de-Bacalhau-recheado-com-Q

Anda aí uma guerra aberta por causa de um pastel de bacalhau que se esvai em queijo da serra.

É as redes sociais, é a Maria de Lourdes Modesto, é sei lá mais o quê.

Primeiro ponto (e para que fique bem explícito). Sou um bocado conservador no que diz respeito à culinária. Não gosto de cozinha apaneleirada, talvez porque sou alentejano de alma.

Segundo ponto. Não me agrada muito ver dois ícones da nossa gastronomia (e admitamos, temos das gastronomias mais ricas a nível mundial) juntos como se fosse uma sessão louca de kamasutra tântrico.

Terceiro e último ponto. 3,45€ por um pastel de bacalhau? Mas passaram-se de vez? Se eu que sou eu me recuso a pagar 1,50€ por um café no Aeroporto da Portela (e toda a gente sabe que preciso tanto de café como de oxigénio) vou pagar um balúrdio por um pastel com 80% de batata, 10% de bacalhau e 20gr de queijo?

Não me entendam mal. Sou tão contra isto como sou contra alheiras de bacalhau ou chouriços de cerejas. Haverá quem goste, obviamente. Mas isto não é para mim. Na Baixa, há tanto sítio onde comer bem e aos mais variados preços. Mas comer comida a sério. Para fusões estranhas, uso o photoshop e junto uma garrafa de champanhe com espargos lá dentro e apregoo que é uma receita tradicional datada de 1904.

Yuccie?

Primeiro apareceram os hippies na década de 60.

Duas décadas depois, surgiu o movimento punk, com origem londrina.

Uma década depois, apareceu o movimento grunge, made in Seattle.

Mais 10 anitos passaram e quando nos demos conta, estávamos no epicentro do movimento hipster (seja lá o que isso foi...).

Logo deu-se o fenómeno híbrido, que levou a variantes masculinas tais como o Metro (que andava de tudo menos de metro) e o Lumber (que tem aquela barba cerrada de Zé Tóino que corta sequóias ao pequeno almoço mas vestido com um fato Ermenegildo Zegna).

Agora, temos o yuccie.

Ok, deixem-me então procurar a definição de um...hã..de uma coisa destas.

Yuccie - Espécie urbana em voga, conhecida pelo seu gosto exacerbado por materialismo, prestígio e que busca a autonomia não abdicando da sua criatividade de forma a lucrar com ela.

Uau...estamos a observar o nascimento de toda uma nova fornada de Ricardos Salgados. Ou Ricciardis.

Nah, não me identifico com isto.  Mas admito, a expressão é bem apanhada.

Yuc.

 

 

E o que é que o Jesus ir para o Sporting contribui para a minha vida sexual? Nada. Então não me f*dam...

Quando o Benfica empata, os meus amigos portistas e sportinguistas fazem questão de me azucrinar a cabeça.

Quando o Benfica perde, parece que é o Carnaval brasileiro. Só me f*dem o juízo. E no Brasil, pelo menos distribuem preservativos.

Agora que parece que o Jesus decidiu mudar-se para o outro lado da 2ª circular, isto tem sido uma noite interessante. Chamadas em barda, mensagens absurdas, até gajos que de repente descobriram que têm o meu nº de telemóvel e decidiram dar azo à sua alegria incontida. Ainda não percebi é se toda essa alegria é por finalmente virem a ter um treinador de jeito ou se é o simples prazer de reviverem o famoso verão de 93, agora na versão equipa técnica.

Meus caros, deixai-me dizer o seguinte. Sou benfiquista, mas não sou doente. Não respiro futebol, simplesmente desfruto-o. Não me aquece nem me arrefece para onde o Jesus vai. Não me tira o sono e muito menos a tesão.

A ser verdade que o Rui Vitória vai ocupar o lugar do Jesus como técnico do Benfica, se a primeira coisa que eu fizesse fosse lixar a cabeça dos meus amigos vimaranenses, eu ficaria deveras preocupado com a minha sanidade mental. Não que seja muita, mas isso é irrelevante.

Preocupem-se com coisas mais importantes e não me interrompam o café. Isso sim, para mim é importante. Ah, e quando me vierem cá pedir batatinhas de consultas psiquiátricas à borla porque não conseguem decidir sozinhos se hão de comer carne ou peixe, se telefonam ou não a determinada fulana ou se a lua é feita de queijo Mozzarella ou Emmental, lembrem-se das dezenas de chamadas de hoje e o vernáculo utilizado. Porque eu não me vou esquecer.

 

Será o selfie stick o novo brinquedo sexual do sec. XXI?

Talvez.

Ao que parece, a moda das selfies não era suficientemente global. Portanto, um grupo de iluminados do marketing juntaram-se numa sala, fumaram umas ganzas, beberam umas jolas e decidiram que havia que explorar o filão um bocadito mais. Vai daí, toca a criar algo que permita às pessoas tirar mais um zilião de fotos a juntar ao já trilião que tiram por dia à comida, ao gato, à relva a crescer, ao vizinho do 2º esquerdo que anda todo nu pelo rua às 3 da madrugada enquanto grita palavras de ordem da CGTP, whatever.

E qual foi a brilhante ideia?

Um pau.

Tenho alguns amigos que são os felizes detentores de um destes...hã...paus. E aquele sorriso aberto não engana. É como se aquilo fosse a prenda mais desejada no Natal ou a última bolacha do pacote. Admito que tenho amigos estranhos mas andarem por aí agarrados ao pau é levar a coisa a um novo extremo. Mas não se pense que isto é apenas um fetiche masculino. As mulheres que vejo com o...hã...pau na mão revelam uma destreza muito própria. Firmeza de pulso, quiçá.

Portanto, sim. O selfie stick conseguiu o impensável.

Eis um possível diálogo que pode vir a ocorrer num qualquer monumento perto de si...

 

- Já viste querido? A Torre de Belém. Tão gira...

- Espera, amor. Deixa-me sacar do pau. Vamos tirar uma foto.

- Não percebes nada disso. Dá-mo cá. É preciso ensinar-te tudo...

- Pronto, que mau feitio. Agarra-o bem, não o estragues.

- Caraças, não me entendo com este bicharoco. Espera, vou pedir aquele senhor. Olhe, desculpe. O senhor importa-se de agarrar aqui no pau do meu marido e tirar-nos uma foto?

- Mas se você tem o pau do seu marido, para que raio precisa de mim? O conceito não é serem vocês a agarrar no dito cujo?

 

Sou apologista de que quando lançaram isto no mercado, deviam ter criado um slogan bombástico tipo aqueles anúncios maravilhosos que invadem agora os canais portugueses.

Jovem, passas demasiado tempo agarrado ao pau? Não sabes o que fazer com ele? Aprendeste da pior maneira o significado da expressão "fricção excessiva" ou "queimaduras em 3º grau"? Gaiata, não tens um pau mas queres ter um? Nós temos a solução. Selfie Stick. Grab the stick and embrace yourself(ie)"

Pronto. E agora que destruí por completo o imaginário tecnológico de todos vocês, vou ali fumar um cigarro.

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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